O ato de existir é, inevitavelmente, exercer um aprendizado diário. Eis que, mais cedo ou mais tarde, todos entendem (espera-se isso) que, no que diz respeito a beleza, razão ou loucura, todos: têm um pouco. Nunca se deixe ser convencido do contrário.
Partindo dessa premissa, serve o conselho de: nunca crie inimizades (tendo por álibi a liberdade de expressão) pautando-se em conclusões de "padrões" de estética fomentados por aí, ou por ódio advindo de posicionamentos díspares aos seus, ou por razões de agir, alheias às suas, dos demais, nas suas respetivas formas de proceder. Dê o direito ao outro antes de impor algum seu.
"Viver é muito perigoso", um mestre disse. Mais ainda é perigoso viver sabendo-nos nesse mundo globalizado, em meio a tanto acesso à informação (e desinformação - a depender do gosto e da fonte). Ademais, viver é e será, também: um ato social. O ser humano é basicamente fadado ao convívio com outros da sua espécie - exceto se você for um azarado astronauta esquecido no espaço.
Pense e reflita, sempre. Acima de tudo: cuidado com suas conclusões - caso seja você tendencioso às generalizações conforme nossa mídia tanto nos incentiva.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
________________________________
Texto escrito em agosto de 2015
