Ora, o que estou eu aqui a falar? Coisa tola, sei bem! Mas sei que Jesus existiu, viveu seus dias, seus aprendizados... Meditou! Quem de nós pára e vê em detalhes a vida que passa? Quem de nós aprecia a beleza do sol, da lua, da andorinha que voa feliz sem ser notada e sem conseguir "fazer verão", solitária que passa. Ele trabalhou sim, claro! Jesus não foi ausente das tarefas da vida comum, claro que não! Mas não foi seu propósito (e, me adianto antes que pensem que condeno quem quer que seja: nem seria errado dizer se assim fosse com ele). A questão é o foco, digo! O bem maior que traçou por meta para si mesmo foi: honrar seus desígnios estabelecidos, seu foco; optou por prezar pelo bem exercendo o amor na pura e cristalina fraternidade! Fez mal? Creio que não... Queria ter tal coragem como Ele teve. Sim, falta a nós coragem para assim agir, pois, a depender de apoio: nem Ele mesmo o teve.
E outro homem santo que nos veio, um tal Francisco, tido por São Francisco, Coitado! Mais desleixado impossível aos olhos de nossos tempos, não? Somos consumistas demais e temos o poder muito arraigado em nós para aceitar sem estranheza alguém que passe a vida a dedicar-se ao bem, sem ganhos secundários. Não? Era ele humilde, dedicado exclusivamente aos pobres, aos vulneráveis... Nada de querer bens! Apenas queria o amor em troca, não? "Dá-me teu amor? Eis o meu!", era a forma, como de assalto, dele passar através dos seres e mostrar-se. Deixou também sua mensagem de amor, sem deixar um "tostão" pela Terra assim como Jesus... Mas alguns dirão: "há a necessidade do dinheiro, sempre!". Concordo, mas penso calado, comigo mesmo: "ah, a necessidade do dinheiro, sempre...".
Quem dera Deus tivesse no sétimo dia dado aos homens um banco onde nunca ninguém tivesse falta do dinheiro que tanto preza. Loucura eu digo, não é? Sim... Sou um tolo, maluco completo e nada sei da vida. Mas a busca pelo dinheiro, tenho pra mim, deturpa, corrompe, corrói famílias, instituições, sociedades e religiões, inclusive...! Quem dera pudessem todos terem, através das riquezas, suas parcelas igualitárias de demandas atendidas, de sonhos alcançados, de metas atingidas... Não? Tolice, sei bem...! Mas insisto: o dinheiro é parte de nosso mundo, mas a fraternidade não. Servimos bem ao dinheiro, mas pouco às coisas do bem - a Deus, a bem dizer, se creem. Decerto, o dinheiro é coisa mais real de nosso mundo que a humanidade em si - em seus termos sociológico e metafórico, filosófico.
Valha-nos, Deus, dando algo de solução! Saliento, Deus: para cada letra inútil que escrevo aqui (nesse mundo regado a ouro, prata, bronze, diamantes, dólares), há um homem assassinado apesar de seus sonhos em curso; ou um índio destruído com sua história sendo morta conjuntamente; ou uma criança que, morta de fome ou doença ou violências outras, queria apenas ser amada até "virar gente"...
Ah, a morte! Que mal é esse ao qual estamos fadados? Não é a morte o fim, mas a meta, quiçá? Dependerá da visão de mundo que se tenha... Acrescentando ideia a partir da obra de Fernando Pessoa: "não me venham com conclusões. A única conclusão é morrer". Ele diria! E concluo então: eu tenho a minha visão, mas tenho tentado ser mais otimista.
Ah, a morte! Que mal é esse ao qual estamos fadados? Não é a morte o fim, mas a meta, quiçá? Dependerá da visão de mundo que se tenha... Acrescentando ideia a partir da obra de Fernando Pessoa: "não me venham com conclusões. A única conclusão é morrer". Ele diria! E concluo então: eu tenho a minha visão, mas tenho tentado ser mais otimista.
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier