Ainda atual. Texto posto em outro blog há meses atrás.
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Sim, é necessário repensar muita coisa. Somos uma democracia muito falha ainda, pois somos vulneráveis à opinião alheia (imposta!) quando não temos identidade própria. Qual país queremos para o futuro? Um menos desigual, com classes trabalhadoras ganhando salários cada vez mais dignos? Um que mantenha privilégios seculares que espoliam a ideia de um país igualitário sonhado? Um meio termo confortável? Os discursos, ao meu modo de ver, são muito dissonantes nos gritos das ruas. Pelo menos, como lado bom: ainda somos uma democracia. Sabe-se lá por quanto tempo... Deus nos abençoe!
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Sim, é necessário repensar muita coisa. Somos uma democracia muito falha ainda, pois somos vulneráveis à opinião alheia (imposta!) quando não temos identidade própria. Qual país queremos para o futuro? Um menos desigual, com classes trabalhadoras ganhando salários cada vez mais dignos? Um que mantenha privilégios seculares que espoliam a ideia de um país igualitário sonhado? Um meio termo confortável? Os discursos, ao meu modo de ver, são muito dissonantes nos gritos das ruas. Pelo menos, como lado bom: ainda somos uma democracia. Sabe-se lá por quanto tempo... Deus nos abençoe!

Precisamos repensar o modo de agir e ver as coisas. Queremos uma "casa" limpa na política nacional? Aparentemente sim, mas é ingênuo pensar que limpar a sala fará toda a casa ficar limpa. Ou ainda mudar a "cor da janela" (ou do governo) faça a "paisagem" ficar melhor. Não! É preciso limpar toda a política nacional! Para isso precisamos muito mais que um "Lava-Jato". Democraticamente, é preciso que desde o pequeno vereador da menor cidade que sabidamente recebe propinas seja retirado, até também que o presidente do país seja idôneo para estar isento de acusações quaisquer! Mudar é sair de um ponto e atingir outro. A mudança tem que ser de rumos, logo: é ampla e exige reflexão, atitudes pensadas. Mas que não deixemos que "pensem por nós" ou nos induzam a atitudes que, num futuro, iremos ter vergonha delas.
A ação democrática de tomar as ruas exigindo coisas será tanto mais progressista quanto mais focarmos em fazer nosso poder Legislativo legislar em prol do controle desse mal nacional que é a corrupção. Torná-la crime hediondo? Talvez seria uma solução, não? Mas nem situação nem oposição vão lutar por isso. Todos têm dedos fétidos! Mexem com um "lixo" muito maior do que possamos pensar, acredito. Não há defesa que se sustente, nem para um, nem para outro. Mas há gente boa em ambos os lados, sim. Tento não pensar que todos, todos os políticos sejam horrendos - mas não sou ingênuo, todavia, nessa esperança. Os que tenho visto serem tidos como solução e apoiados pelas ruas em muito me preocupam, particularmente...
Ainda sobre corrupção e o mal que nossa mídia presta, criando ódios antes de investigar as coisas: outra solução seria tornar crime (talvez hediondo também) levantar acusações na mídia sem provas. Tal qual temos visto amplamente em nosso "jornalismo", isso tem apenas desgastado o processo democrático de produção de informações. Nosso jornalismo está nas mãos de muita gente que teme corrupção virar crime. Por qual motivo? Ora, inclusive, temem também que sonegação de impostos seja investigada a fundo... Quem ouve falar do escândalo do HSBC? Era motivo para cartazes nas ruas, não?
Enfim... Mais que tudo, precisamos agir democraticamente visando o país crescer, seus níveis de desigualdade caírem o mais rápido possível. A decisão mais nacionalista, mais correta, mais idônea e progressista seria, como nas palavras do secretário geral da CNBB, d. Leonardo Steiner, usar nossos poderes de mobilização e as manifestações para uma forma de “exigência de mudança no governo, em especial de uma reforma política urgente e do combate à corrupção, com respeito à Constituição”. Isso sim seria progredir. Sempre com ordem!
Pedro Igor Guimarães Santos Xavier
