É dia 11 de janeiro de 2016. As redes de TV - para nossa sorte ou azar - seguem existindo! As notícias seguem servindo aos interesses escusos, como sempre, de quem - de alguma forma - tem mais poder sobre o todo que outros. E entenda-se como parte desse "outros", nós - o povo!
Vivemos uma era em que os jornalistas mais denunciam e condenam que investigam e apuram. Estranho? Não! Virou realidade inconteste. Apenas não vê isso quem, de alguma forma, ou está dentro do sistema criado ou está envolvido - mesmo que não saiba - pela mentalidade dele. De país? Temos visto lampejos de correções daqui e dali. Heróis de ontem virando vilões. Vilões de ontem seguindo vilões... Ora, mas ainda os conceitos para definir esse ou aquele como vilão ou não passam pelo crivo de quem forma opinião de massa. Não? Quem dera eu pensasse diferente...
Acompanhando o que a mídia não libera e o que ela libera, dá pra pensar muita coisa. A conclusão que tenho pra mim é: deve ter gente demais de cara feia para o Cerveró agora! Vão adiante quaisquer investigações que contrariem o "status quo" das manchetes? "Status" esse que, por sua vez, alia-se (e aliena-se!) aos interesses das grandes corporações de sempre, das visões doentias partidárias de sempre - quer sejam azuis, vermelhas ou de qualquer "cor"... Será que nosso país vai ser lavado mesmo? A força nas ruas vai aumentar ou vai diminuir agora em que a capa de pureza e idoneidade de uns e outros está sendo desfeita? Vai mesmo adiante o Brasil melhor que todos queremos? Será que sim? Se tudo der certo, toda essa baderna vai encerrar... Poderemos ter, dada essa sorte, uma espécie de "novo ano de 1500". Um recomeço!
Sonegadores; corruptos; partidários doentios; todos os incentivadores do caos e mantenedores de privilégios pessoais, corporativos e de grupos; todos os portadores de ar falso-moralista: enquadrados na lei! Com todos esses enquadrados, encarcerados, expostos, superando o estigma secular do: "você sabe com quem está falando?": talvez poderemos superar essa rotina de ideais de política messiânicos toscos! Superar essa rotina de tanta gente doente (digo das doenças partidário-sociais ou psico-sociais, p.ex - como pudemos ver desde a última eleição presidencial) e/ou de mãos sujas defendendo falsos-mártires e partidos salvadores da nação! Renovação esperada e necessária para passos rumo a um novo futuro. Nunca mais voltando os tempos onde ninguém sabia de nada, ninguém investigava nada, ninguém se indignava e apurava nada, nada, nada... Que haja lei para toda falta de retidão! Que haja punição para toda ação por fora da lei! Que haja lei para todo e qualquer cidadão - sem ser importante quem ele seja ou foi ou representa! Basta de coronelismos e outras realidades tupiniquins malfadadas que nos prendem nesses séculos incansáveis de ausência de ordem e de progressos tão "mesquinhamente" escassos!
Fato é (e sonho com a apuração disso) que: de passado e presente, há muita lama a ser exposta! Finalmente exposta! Com sorte, veremos o tamanho do buraco que cavaram século a século, década a década no país que tanto tem (e sempre teve) para ser lindo e promissor para todos! De futuro? Há a difícil escolha: qual projeto de país? Alguns querem o país dos poucos de sempre, da plutocracia - voltado ao fomento do capital das mãos de poucos, dominador dos miseráveis como sempre foi, que "um dia" há de ser pluralizado. Outros querem o país de todos, para já - com projetos sustentáveis econômico, ecológico e socialmente, com objetivos de fim da miséria, de sustentação democrática e pluralidade de direitos.
Cabe esperar e ver quem haverá de ter mais força para o seguimento desse novo país que tem a chance de surgir. Quem terá as rédeas do futuro nas mãos, caso esse esperado recomeço (nessa espécie de um "novo ano de 1500") vá adiante? Caso os que sempre dominaram percam (os baluartes da plutocracia), será ímpar na história do mundo esse futuro conquistado, quiçá. E a pátria brasileira, amada e amorosa, sempre tão vilipendiada e maltratada - século após século, enfim servirá aos seus cidadãos como mãe de todos - brasileiros nativos ou imigrantes que aqui vivem (como é o caso da maioria, exceto os índios)!