O país está repleto de corrupção. Para alguns, é coisa recente. Descoberta aguda. Para outros, é uma infeliz realidade que, finalmente, começa a ser investigada e, aparentemente, há indícios de que podem haver punições. Coisa rara em nosso país - historicamente.
Porém, nosso povo quer mudar. Penso: mudar o quê? E como? Ainda não entendi. A infelicidade em ver que um governo de base popular como o petista que corrompeu-se é notória, autêntica e justa. Desanimador é pensar que gente proveniente do âmago do povo, eleita por base popular, sucumbiu a essa atrocidade secular em nossas terras que é a corrupção. Em nada diferiram esses eleitos dos plutocratas de sempre! Mas, como ponto positivo recente em nossa história: nunca tivemos Procurador Geral da República livre para atuar, independência e atuação efetiva de Ministério Público Federal nem, mais ainda, atuação efetiva de Polícia Federal e independente.
O que, em contrapartida, vemos? Vemos povo nas ruas querendo que ditadura militar volte. Nunca leram livros de história? Não viveram aquela época? Quem investigava e condenava eram os poderosos, logo: óbvio que naquela época ninguém investigou nada de errado do governo. No período pós-ditadura, mantivemos mais de década sem nada ser investigado. Escândalos guardados a sete chaves, na gaveta. A justiça fazendo olhos cegos. Um ex-presidente nosso da era democrática, inclusive, em seu livro de autobiografia deixou claro que sabia de escândalos de corrupção em nossa pátria, que havia sido alertado, mas nada fez. Um antigo jornalista famoso por seus comportamentos excêntricos, de nome Paulo, perdeu sua vida em meio a um processo no final dos anos noventa após afirmar que nossa Petrobrás era um antro de corrupção. Como não havia investigação, como ninguém apurava nada, ele morreu sem conseguir provar seus argumentos e, mais ainda, tendo recebido um processo em que perdeu e seria obrigado a pagar multa de cem milhões aos "ofendidos". Viu sua morte certa por um mal súbito...
Ora, como podemos ser tão cegos? O que mais me revolta é ver, de fato, um governo de origem em base popular ter sido eleito, eleição após eleição, e não ter feito reformas de base profundas (mais ainda na educação que seria alicerce para superarmos nossa ignorância secular) e mais ainda não ter banido de seu partido os líderes e sub-líderes com comprovado envolvimento em corrupção. Seria um alento e tanto à sociedade sedenta por justiça tal postura. Mas não. Tal partido ter sido mantido no poder, em si, não me preocupa ou incomoda. O que me preocupa e decepciona é ver que pouco ou nada foi feito por aquele partido para banir e dar voz aos insatisfeitos com a atrocidade da corrupção que viu-se ocorrer sob a égide daquele Governo Federal vigente, de base popular sabida. Um governo de base popular deveria ter mais força para honrar seu povo, inclusive, rompendo com seus partidários que caíssem em atos ilícitos. Mas não foi o que vimos. Isso gerou mais ainda insatisfação e permitiu espaços para ódios...
Ora, como podemos ser tão cegos? O que mais me revolta é ver, de fato, um governo de origem em base popular ter sido eleito, eleição após eleição, e não ter feito reformas de base profundas (mais ainda na educação que seria alicerce para superarmos nossa ignorância secular) e mais ainda não ter banido de seu partido os líderes e sub-líderes com comprovado envolvimento em corrupção. Seria um alento e tanto à sociedade sedenta por justiça tal postura. Mas não. Tal partido ter sido mantido no poder, em si, não me preocupa ou incomoda. O que me preocupa e decepciona é ver que pouco ou nada foi feito por aquele partido para banir e dar voz aos insatisfeitos com a atrocidade da corrupção que viu-se ocorrer sob a égide daquele Governo Federal vigente, de base popular sabida. Um governo de base popular deveria ter mais força para honrar seu povo, inclusive, rompendo com seus partidários que caíssem em atos ilícitos. Mas não foi o que vimos. Isso gerou mais ainda insatisfação e permitiu espaços para ódios...
Sim, vimos, como dito, reforço aos mecanismos legais para investigação de crimes do Estado nos últimos anos - passando pela PF, MPF e PGU mais efetivos. Isso foi um enorme ganho! Decerto, daí em diante, os erros do partido mandante perdem um pouco de espaço para os erros do povo. Sim, do povo. Passamos a ver que diferença enorme faz quando temos investigados um governo. Passamos a ver surgirem denúncias de toda espécie, a todos os partidos com suas bandeiras sempre pautadas em idoneidade. Vimos Estados e Governo Federal envolvidos em escândalos e mais escândalos. Mas, o que o povo fez? Aceitou a premissa de que hoje havendo denúncias e, enfim, investigação, seria por existir corrupção somente hoje. Ignorância voluntária? Ledo engano? Qualquer brasileiro em sã consciência sabe do nosso passado sórdido de nunca haver investigações nem muito menos punições aos altos escalões por atos ilícitos. Mas, o que pedem nas ruas? Fim do partido atual no governo para colocar outro. Esquecem, ignoram todo o histórico dos partidos que tomam voz na oposição de maneira oportunista. Esquecem tantas coisas...
Ótimo, mudar sempre é bom quando estamos decepcionados, mas mudar para quem? Engolimos os discursos de idoneidade de nossos partidos de oposição? Pedimos mudança e clamamos apoiando partidos sabidamente envolvidos em escândalos que, pasmem, não são investigados nunca? Que atitude patriótica ou heroica é essa? Conseguem ser barrados processos quaisquer em esferas inferiores todas as investigações de certos partidos. Vemos claramente que nunca tomam vulto denúncias e suas respectivas investigações a certos partidos, mas isso não assusta o povo? Como podemos criar isso dentro de nossos ideais de melhorias? Alimentamos uma cobra que pode, enfim, nos dar mais um bote sórdido e derradeiro, quiçá...
Ótimo, mudar sempre é bom quando estamos decepcionados, mas mudar para quem? Engolimos os discursos de idoneidade de nossos partidos de oposição? Pedimos mudança e clamamos apoiando partidos sabidamente envolvidos em escândalos que, pasmem, não são investigados nunca? Que atitude patriótica ou heroica é essa? Conseguem ser barrados processos quaisquer em esferas inferiores todas as investigações de certos partidos. Vemos claramente que nunca tomam vulto denúncias e suas respectivas investigações a certos partidos, mas isso não assusta o povo? Como podemos criar isso dentro de nossos ideais de melhorias? Alimentamos uma cobra que pode, enfim, nos dar mais um bote sórdido e derradeiro, quiçá...
Enfim, consigo entender que o brasileiro gosta não de arrumar a casa. Ele gosta de varrer a poeira para debaixo do tapete, pois, assim, pode deixar sua vassoura de lado, inocentemente, pensando não haver sujeira mais a ser limpa. Dá menos trabalho quando nos convencemos de que problemas reais não existem. Porém, na verdade, pisamos nessa sujeira escondida diariamente e não deixamos que ela desapareça. Somos coniventes! Um mal que não vemos é um mal que inexiste? Aparentemente , alguns pensam uns. E não são poucos.
Eu temo! Temo pelo pior. Temo pelo poder retornando às mãos dos plutocratas de sempre. Temo por partidos e atos ilícitos que nunca são investigados. Temo pela justiça que inocenta pessoas que fazem um crime "X" e não investigam outras supostamente criminosas pelo mesmo crime "X". O que queremos? Não sei. Mas o que querem os poderosos? O poder. E ele, de fato, nunca foi e, aparentemente, nunca será nosso. Aparentemente, somos contra os crimes de pessoas que temos por inimigos, mas não contra os crimes em si. Aos nossos "amigos", o perdão. Aos nossos inimigos, todo o rigor da lei. O que dirão os livros de história no futuro? O que nos dirão nossos descendentes? Temo! Estou atento, entretanto. Quero lembrar bem desses momentos decisivos da história do meu país.
Eu temo! Temo pelo pior. Temo pelo poder retornando às mãos dos plutocratas de sempre. Temo por partidos e atos ilícitos que nunca são investigados. Temo pela justiça que inocenta pessoas que fazem um crime "X" e não investigam outras supostamente criminosas pelo mesmo crime "X". O que queremos? Não sei. Mas o que querem os poderosos? O poder. E ele, de fato, nunca foi e, aparentemente, nunca será nosso. Aparentemente, somos contra os crimes de pessoas que temos por inimigos, mas não contra os crimes em si. Aos nossos "amigos", o perdão. Aos nossos inimigos, todo o rigor da lei. O que dirão os livros de história no futuro? O que nos dirão nossos descendentes? Temo! Estou atento, entretanto. Quero lembrar bem desses momentos decisivos da história do meu país.