quarta-feira, 11 de maio de 2016

"Não fui eu, não foi você quem escolheu viver nesse mundo tão frio"

"Insensível" está tocando aos meus ouvidos. Banda? Titãs. Sim, estou em casa! E estou em casa em plena quarta-feira, um dia qualquer de maio. Estar em casa em dias que usualmente você estaria trabalhando pode ser bom ou ruim. Tudo depende da visão que você carrega de si, do tempo e das coisas. Eu, particularmente, sou tentado a ficar "viajando", pensando e repassando as coisas que pensei dentro da minha cabeça. Daí, concluí hoje algumas coisas. As seguintes coisas:

- o ano de 2014 passou e eu achei ele um ano estranho. Tinha a impressão de que seria uma baderna. Depois concluí que foi mesmo uma baderna - ao meu ver. Pensei então que tudo iria melhor em 2015. Têm uns que dizem que ano "ímpar" dá sorte. Não sei se mudaram de opinião, pois achei que o ano de 2015 foi ainda mais estranho, mais chato, mais pesado e demorado - embora mantendo a mesma lógica dos 365 dias com suas 24 horas bem distribuídas.

Então, continuei repassando pensamentos, memórias e ideias na cabeça e me peguei refletindo, adiante: 

- já estamos em maio de 2016, quinto mês de doze dos esperados para o ano. Pronto! E cá estou eu vendo esse ano ser ainda mais estranho, ainda mais esquisito e totalmente "sem pé nem cabeça" dentre todos os trinta que já vivi. Por quê? Há vários motivos. Mas, enfim, pensei, repassei os pensamentos e pronto! Arrumei um norteamento: ou eu estou lascado ou é o ano que se "estrumbicou"?

Determinei que eu deveria estudar o caso mais a fundo. Isso seria um exemplo de ócio improdutivo? Sim, não tenho argumentos contra. Mas, insistindo em pensar nesses pensamentos, surgiram as seguintes hipóteses:

1) não sei se é pelo fato de ser ano bissexto.... Há os que creem nessas coisas de calendário mudando as vidas das pessoas de acordo com lua, sol, planetas etc. 
2) não sei se é pelo fato de eu estar ficando mais velho e, quem sabe, seja uma demência precoce pela qual eu esteja passando/entrando mais e mais... 
3) não sei é de nada mesmo, e qualquer hipótese em nada importa: eu que sou um chato reclamando à beira do ridículo! 

Enfim, só estou achando 2016 um ano bem confuso, chato... Esquisito? Sim! Mas esquisito eu já sou. Ou será que o ano também? Nos âmbitos social-político e/ou filosófico-antropológico: dizer o que? Todos devem concordar que há uma completa baderna instalada... 

Uma coisa é certa: ou sou eu, ou é o ano, ou é a realidade que está esquisita! Não estou entendendo bem das coisas, afinal. Mas, se for pra votar: voto mesmo é em mim como sendo o problema... Afinal: sou esquisito de carteirinha, com título registrado em cartório! 

Ah, preciso de novos óculos para enxergar a vida! Pronto! Pelo menos estou menos pessimista esse ano... Quem sabe até mesmo chegando ao ponto de conseguir ser o sonhado "realista esperançoso" (tal qual Suassuna) que eu queria.

Pronto! Acabei. Quando eu fico em casa, eu "viajo" nas coisas e tendo a estar filosofando acerca de inutilidades. Ademais, o que dizer após saber que vou postar isso num blog? Talvez a melhor coisa a ser dita se dê parafraseando algo da obra de Suassuna: "num sei... Só sei que foi [e está sendo] assim".